Governo Anastasia escondeu 70 viagens de Aécio ao Rio, em meio à disputa presidencial

De acordo com a Folha, no ano passado, o governo Anastasia entregou um relatório parcial, sem indicar 70 viagens de Aécio a cartões postais do Rio.

aecioJornal GGN - Um dia após publicar que o ex-candidato a presidente da República Aécio Neves (PSDB) usou aeronave oficial para realizar 124 viagens de ida e volta ao Rio de Janeiro nos sete anos em que governou Minas Gerais, a Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (24), escreveu que o sucessor de Aécio, Antonio Anastasia (PSDB), escondeu os dados em 2014, em meio às eleições, quando o jornal solicitou relatório completo dos deslocamentos de Aécio entre 2010 e 2014.

De acordo com a Folha, no ano passado, o governo Anastasia entregou um relatório parcial, sem indicar 70 viagens de Aécio a cartões postais do Rio de Janeiro. Essas viagens só apareceram em relatório produzido recenteamente pela gestão Fernando Pimentel (PT) em Minas. Em nota, Pimentel destacou que as viagens são regulares e dentro da normalidade.

Na noite de quarta (23), Aécio emitiu uma nota à imprensa alegando que fez as viagens ao Rio como um esforço mensal para visitar a filha, então adolescente, que reside no Estado. Ele também disse que usava as aeronaves de Minas Gerais - que o levaram a outros cartões postais durante fins de semana e feriados - por "questões de segurança". Seria uma medida protocolar e repetida, por exemplo, pela presidente da República em viagens ao Sul do País, para visitar a família.

Em nota, a assessoria de Anastasia explicou que as viagens que Aécio fez ao Rio fora da agenda de compromissos oficiais não foram anexadas no relatório solicitado pela Folha porque não geraram despesas para o Estado.

A Folha publicou no espaço de suas colunas políticas, nesta quinta, que o PSDB ficou irritado com o fato de o governo Pimentel ter disponibilizado o relatório completo ao jornal. Os tucanos teriam discutido retaliação ao petista, com ataques, inclusive, à esposa dele, em função de investigações da Polícia Federal envolvendo a campanha de Pimentel.

Fonte: Carta Maior

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