Vítima de chacina em Porto Alegre relatava medo em redes sociais

Lauren, de 26 anos, o filho, de 6, e duas mulheres foram mortas em casa.
Polícia Civil investiga o caso, e principal hipótese é crime passional.

chachinaA Polícia Civil apura as circunstâncias e causas de um crime brutal ocorrido na Restinga, na Zona Sul de Porto Alegre, no último sábado (8). Três mulheres e uma criança de seis anos foram encontradas degoladas em casa. Segundo a Polícia Civil, a linha de investigação aponta que a motivação possa ser passional, mas ainda não há suspeitos.

O caso está sendo investigado pela 4ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre. Em protesto contra o parcelamento de salários dos servidores estaduais, a corporação não passa informações à imprensa sobre o caso.

As vítimas foram identificadas como Sandra Regina Fim, 64 anos, Lauren Fim, 26 anos, Vitória Fim Rodrigues, 17 anos, e um menino de seis anos, que era filho de Lauren. Os corpos foram sepultados no Cemitério São Miguel e Almas no domingo (9).

A família havia se mudado há cerca de dois meses para a casa localizada na Rua Alameda G. Segundo um familiar, Lauren havia terminado um relacionamento recentemente. O aposentado Leandro Rodrigues, pai de Vitória, relatou à reportagem que o companheiro não teria aceitado a decisão da cunhada de romper o namoro.

Em seu perfil no Facebook, a vítima escrevia mensagens dizendo que se sentia "com medo" e "chateada". Em um dos posts, datado de 12 de julho, Lauren escreveu: “Queria contar, poder falar. Mas não dá”.

Em outra postagem, de 4 de agosto, ela escreveu: "Quero minha vida de volta. Não era perfeita, tinha seus altos e baixos, mas era minha vida, meus planos". Amigas respondiam às mensagens de Lauren, perguntando o que havia acontecido e pedindo que ela "se cuidasse".

Crime choca a comunidade

Todos os corpos foram encontrados com marcas de facadas e cortes profundos no pescoço. O crime deixou os moradores da comunidade chocados. Até os policias que atenderam a ocorrência ficaram impressionados com a brutalidade das mortes. Nas redes sociais, amigos deixaram mensagens no perfil das três mulheres.

Vizinhos disseram que ouviram muitos gritos durante a madrugada, mas o crime só foi descoberto por volta das 6h da manhã, quando os bombeiros foram chamados para controlar um princípio de incêndio na cozinha da casa.

A perícia analisou a casa por mais de duas horas na busca de elementos que possam auxiliar na investigação e chegar aos suspeitos. A suspeita é que os autores tentaram provocar o fogo para não deixar vestígios.

Segundo a Brigada Militar, é possível que as vítimas conhecessem os agressores. Também existe a suspeita de que mais de uma pessoa tenha participado da chacina. “Dá para notar que não pode ser uma pessoa só que fez isso, deve ter sido mais de uma. Porque do jeito que foi essa tragédia, uma pessoa não conseguiria fazer tudo isso”, afirmou o sargento Luiz Fernando Beltrão na ocasião.

Fonte: G1

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