Ex-ministro José Dirceu é preso na Operação Lava Jato

Eles são investigados por corrupção e formação de quadrilha.
Dirceu já cumpre prisão domiciliar porque foi condenado no mensalão.

joseA Polícia Federal prendeu sete pessoas nesta segunda-feira (3), numa nova fase da Operação Lava Jato. Entre os presos está o ex-ministro José Dirceu. Ele foi levado para a sede da Polícia Federal em Brasília, e agora é aguardado em Curitiba, onde fica a força-tarefa da Lava Jato.

O juiz Sergio Moro pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para que José Dirceu seja transferido para a carceragem do Polícia Federal em Curitiba. É que ele já está em prisão domiciliar em Brasília, por causa do mensalão. Os outros presos devem chegar durante a tarde desta segunda-feira.

Duzentos policiais federais cumpriram, hoje cedo, 40 mandados judiciais. O outro preso preventivamente é Fernando Antonio Guimarães de Moura, empresário de São Paulo ligado ao ex-ministro.

O irmão e sócio de José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, teve prisão temporária decretada e foi preso em casa no interior de São Paulo, em Ribeirão Preto. Outras três prisões temporárias foram feitas em São Paulo, de Roberto Marques, Olavo Moura Filho e Paulo Kipersmit.Uma outra pessoa é procurada.

A polícia cumpriu também mais sete mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento e prendeu, no Rio de Janeiro, o engenheiro Celso Araripe, gerente da Petrobras que ainda está na ativa. A prisão dele havia sido decretada em outra fase da Operação Lava Jato, que investiga as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez.

A operação foi chamada de Pixuleco, porque, segundo os investigadores, esse era o nome que os acusados usavam para falar da propina recebida em contratos.

Na operação deflagrada nesta segunda-feira, os policiais também apreenderam cerca de 20 obras de arte, uma delas de propriedade do ex-gerente Renato Duque. Os quadros costumam ser usados para disfarçar o pagamento de propina.

Ao explicar a nova fase da Lava Jato, os investigadores disseram que além de empreiteiras, prestadoras de serviço que atuavam na Petrobras, também desviavam recursos, que eram repassados a José Dirceu.

“Ela envolve uma estrutura de empresas voltadas ao pagamento de propina, um intermediário e os respectivos destinatários. Uma parcela desses beneficiários era o senhor José Dirceu e algumas outras pessoas vinculadas a ele, assim como alguns outros pagamentos que foram relacionados ao Renato Duque e alguns outros intermediários que estão sendo investigados nessa nova fase”, fala o delegado da Polícia Federal, Márcio Anselmo.

Os procuradores também apontaram o jornalista Leonardo Atuch, dono da Editora 247 e do site Político Brasil 247, recebeu R$ 120 mil de um dos operadores do esquema.

Fonte: G1

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