O que teme e o que não teme a Deus

ceu“Palavra do Pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém: Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.” (Ec.1:1-2).

Eclesiastes em hebraico “Qohleleth” significa alguém que coleciona ditados sábios, ou que fala a uma Assembléia, ou seja “O Pregador”. Salomão nos parece um tanto quanto cínico, ou seja, o qual havia perdido a capacidade de sentir Alegria. Se fossemos fazer uma pré-analise do livro por estes dois versículos talvez poderíamos desistir aqui mesmo de continuar.

Pois, certamente não soa como o que devíamos esperar de um homem que está com intuito de nos desafiar a viver uma vida para DEUS. Às vezes suas palavras são carregadas de cinismo, suas observações acerca da vida, mesmo assim, não provarão ser falsas ou desanimadoras.

Salomão deixa-se ser inspirado pelo realismo extraordinário com um tom de honestidade radical. Ele parece estar fazendo através do seu pequeno livro é revelar que a vida de dois pontos de vista distintos - o indivíduo que teme a DEUS, - e aquele que não o teme. Entretanto, ele trabalha de acordo com as regras dos secularistas. O que ele quer dizer com vaidade de vaidades! Vaidade é o mesmo que “valor, fôlego ou sopro” alguma coisa passageira e em substâncias que jamais podemos segurar o vento com a mão essa tentativa é ilusória a maioria das pessoas só pode acreditar naquilo vê, toca e prova, no entanto de tudo que puder provar da vida é aquilo que existe no presente o qual depois acaba, assim sendo, tudo é como vento ou vapor, fôlego ou sopro. Como diz o filósofo cristão S. Agostinho em seu famoso livro Confissões: “o tempo não existe, porque o passado não existe porque já passou, o futuro não existe porque ainda não chegou, o presente quando termino de conjugar o verbo ele já passou a ser passado também, assim sendo, o tempo não existe, isso é vaidade. Mas, depois de quebrar bastante a cabeça o filósofo chega a conclusão de que o tempo é um eterno agora.

Salomão até aqui apenas inicia propondo sua tese. É o ponto de partida dessa longa viagem, então amados apertem os cintos, porque na medida em que vamos lendo, veremos que ele não escapa de suas deduções. Veremos a vida sendo examinada em quatro áreas: O Trabalho; A Natureza; Os Sentidos; A História, para ver o que elas poderiam ensinar a respeito do significado real da vida.

Por Lindomar J.S. – Teólogo –

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