Realizações!

bebe“Empreendi grandes obras; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz jardins e pomares para mim e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie. Fiz para mim açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores. Comprei servos e servas e tive servos nascidos em casa; também possuí bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de mim viveram em Jerusalém.

Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias; provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres. Engrandeci-me e sobrepujei a todos os que viveram antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas. Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.”. (Ec.2:4-11).

O Sábio agora parte para examinar as REALIZAÇÕES. Se pararmos para refletir chegaremos a uma conclusão obvia, se o sujeito não estiver envolvido na educação ou no prazer, certamente que ele estará dando o máximo de si para alcançar o sucesso. Principalmente quando o indivíduo avalia as outras e percebe que elas estão em falta. Julgaríamos tal pessoa como errada? Observe acima o que Salomão escreveu dar-se a entender que ele tentou fazer um jardim do Éden para si. Confesso que é impressionante sua lista de realizações. Poucos poderiam de fato disputar com ele acerca do tema realizações. Se existiu alguém satisfeito com suas grandes realizações esse tal fora Salomão.

Ele era extremamente dedicado ao seu ofício, todavia qual foi sua conclusão disso? “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol”. (2:11). Ou seja, ainda não foi aqui, não é nos meus empreendimentos, não é nas minhas realizações que vou encontrar algo que de fato valha à pena. Os empreendimentos são vaidade, as realizações são vaidade, as posses são ilusórias, nada podemos obter de tudo isso, assim sendo, tudo é vazio, é como correr atrás do vento.

Aleluia, depararmos com essa reflexão! Se formos sábios podemos aprender muitas coisas com ela para não cometermos os mesmos vacilos que muitos já cometeram. Certamente, também temos muitas lições a aprender com nosso próprio passado. Só mais duas perguntas: Você lembra daquele projeto, empreendimento ou algum tipo de realização que você deu o sangue para conquistar? Você tinha plena convicção que ele traria para ti plena satisfação. Trouxe? Não tenho receio em afirmar, claro que não.

Por Lindomar J. S. - Teólogo -

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