O Prazer!

prazer“Disse comigo mesmo: Vamos! Eu te provarei com alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade. Do riso disse: É loucura; e da alegria: De que me serve? Resolvi no meu coração dar-me ao vinho regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida”. (Ec.2:1-3).

Agora, o Sábio, parte para examinar o PRAZER. Estamos vivendo em um tempo que o prazer está em infinita disponibilidade, seja bom ou mal, mais do que em qualquer época passada. As pessoas hoje estão fartas com a procura do prazer.

Você já parou para pensar quem poderia ter mais prazer do que um rei? Salomão apesar de ser rei, fora um rei riquíssimo. Até Jesus fez alusão ao seu reinado de glória (Mt.6:29). Salomão era mais poderoso do que qualquer outra pessoa. Assim sendo, ele conclui se a sabedoria não nos oferece o que desejamos dela, corremos cegamente para o hedonismo, todavia ele conclui “isso também é vaidade”.

O Sábio não está menosprezando a diversão e o riso, mas é percebível que ele espera deles mais do que eles podem proporcionar. Já foi comprovado que riso pode ser um santo remédio, a medicina atual o usa como terapêutico. Ele é necessário para nós. No entanto, quando vivemos em função dele e projetamos nele com avidez como alvo da nossa vida, em vez de nos fazer o bem, ele nos ilude.

Uma decisão radical do sábio, mesmo sabendo das conseqüências que isso lhe traria, resolveu dar-se ao vinho o controle da sua vida. Uma postura consciente pois, sabia como era uma vida detonada pelo o álcool (Pv.23:29-35). Quantas desgraças nos nossos dias, como acidentes, divórcios, pedofilia, mortes, etc... são frutos de uma vida medíocre entregue ao prazer momentâneo do álcool. Tudo ilusão e correr atrás do vento.

Salomão não está nos ensinando que é errado ou pecado nos divertir, pois necessitamos de prazer da mesma forma do que o conhecimento, entretanto, isso está extremamente ligado com a opinião paulina (I Co.10:31). Devemos viver todos os eventos de nossa existência com intensidade, porém para glória de Deus. Se assim de fato procedermos tudo na nossa vida sagrado, até mesmo o prazer. Todavia o prazer não nos dará a satisfação plena que almejamos. Os hedonistas da nossa geração são tão quão frustrados como os do tempo de Salomão.

Por Lindomar J.S. - Teólogo -

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