“A História”

historia“O que foi, é o que há de ser; e o que se fez. Isso se tornará a fazer: nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: vê, isto é novo? Já foi nos séculos que foram antes de nós”. (Ec.1:9-10).

Há um ditado popular originado de uma famosa frase filosófica que diz: “Na vida nada se cria tudo se copia”. É isso que de fato Salomão quer dizer. Não que o homem não tenha capacidade de inventar algo novo, dizer isso seria tolice.

Todavia, o sábio faz um comentário geral acerca da vida. Parafraseando o que ele disse seria: “O importante não é o que estamos pensando o quanto mudamos as coisas, as antigas maneiras ainda permanecem”.

Salomão agora revela ao homem secular o vazio da sua vida em relação à história. “O que foi, é o que há de ser...”. Isso deixa o homem natural com a sensação maior de vazio ainda, pois quando alguém diz a ele: “Veja, isto é novo? Já foi”. O que já ocorreu no passado não foi singular e nem o que está acontecendo agora. Isso dá uma falta de sentido da vida e o pior que isso se estende do passado ao futuro, de gerações a gerações.

Muitos investem em tantas coisas com o propósito de que seu nome ou imagem seja perpetuado, que serão lembrados após morrerem, esforçam-se para introduzir uma espécie de imortalidade na mente dos vivos.

Entretanto, olha o que o sábio tenha a nos dizer a esse respeito: “Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas”. (Ec.1:11). A maioria das pessoas não tem interesse nenhum sobre o passado. Elas até sabem alguma coisas do que ocorreram antes delas, todavia não há muita informação ocupando suas memórias. As coisas que já se passaram não têm muita relevância para maioria de nós. Tem até aquele irônico ditado popular: “Quem gosta de passado é museu!”. Muitos historiadores argumentam que poderíamos errar menos nos nossos dias se observássemos os erros da humanidade no passado.

Assim sendo, tudo que aprendemos da história é que de fato não aprendemos nada com ela, parece até um tanto quanto irônico. Tolo o que pensa que pessoas irão fazer fila para tocar no seu monumento após centenas de anos, pelo contrário poderá ate ser um local de diversão para os vândalos.

Você percebe o quão é sem sentido a nossa vida a luz da história? Porém, quando você observa com os olhos espirituais aí muda de figura. Salomão faz uso da expressão “debaixo do sol” trinta vezes no seu livro "Eclesiastes" referindo-se ao mundo visível. Nesse contexto ele não está falando das coisas eternas e espirituais. Ele está refletindo no ponto de vista daqueles que vivem suas vidas crendo que tudo o que há é o que experimentam na terra, no mundo visível, palpável e percebível. Ou seja, creem naquilo que podem ver, tocar e perceber. Por isso que a palavra de Deus diz que o homem natural não consegue entender as coisas espirituais, porque elas se discernem espiritualmente no entanto, o homem espiritual discerne todas as coisas. (ICo.2:6-16).

Se o homem espiritual discernisse apenas as coisas do espírito, ele seria um alienado, ele viveria no mundo da lua, completamente fora da realidade, mas a palavra de Deus diz “que ele discerne todas as coisas” essa é a sua diferença do homem natural que só consegue perceber a vida do ponto de vista físico.

Mas, para os que creem vêem na história seu grande significado e lições de aprendizado valiosíssimas. A mensagem que Salomão quer trabalhar em nosso entendimento não é construída a partir de um ciclo sem sentido de cada geração revivendo e repetindo os mesmos erros da geração passada. Vamos adiante nessa tese acerca da vida do ponto de vista de uma sabedoria divina que nos ensina a viver a vida como de fato Deus quer que vivamos. E não se esqueça é tempo de reflexão, então pense nisso!

Por Lindomar J.S. - Teólogo - 

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