A História Tornará a Se Repetir

diluvio“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem37. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e dava-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca38, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem39. Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro40; duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra41. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o Senhor42”. (Mateus 24: 37-42).

Após Jesus proferir o sermão profético: ao qual declarou sobre “A Destruição do Templo”, “O Princípio das Dores”, “A Grande Tribulação” e por final “A Vinda do Filho do Homem”. Jesus vem através de Parábolas ensinar sobre a sua Segunda Vinda e como devemos viver até que ele venha, mas ele também quer nos ensinar através destas a obtermos discernimento quanto aos sinais que antecederão à sua Vinda.

Portanto, Jesus vem através de uma comparação com os dias de Noé, nos trazer o seu ensino. Mas surge automaticamente em nossas mentes, o que o Nosso Senhor nos deseja ensinar quanto à história dos dias de Noé? Jesus quer sim nos ensinar que como nos dias de Noé, dias que antecederam o Dilúvio, os nossos dias também trazem sinais que podemos discernir e ficarmos atentos e vigilantes aguardando a sua Vinda. Contudo, fica essa interrogação em nossa mente. Como eram os dias de Noé que antecederam o dilúvio?

Os dias de Noé foram dias de pecado, assim como nossos dias.

Os dias de Noé foram dias de pecado, dias de grande depravação dos homens. Deus diz em Gênesis 6. V5 – “(...) que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;”. Assim, vemos aqui que havia um total abandono dos caminhos de Deus naqueles dias em razão da maldade como resultado do pecado, a ponto que havia se multiplicado de tal intensidade que floresceu essa maldade em toda a terra, ou seja, em tudo que estava relacionado com as ações humanas.

Assim automaticamente com a multiplicação da corrupção dos desígnios do coração humano, as pessoas estavam desinteressadas quanto à vontade de Deus e desprezavam a sua mensagem, a sua Palavra, sua Ordenança aos homens daqueles dias. Mas qual era a ordenança de Deus? Qual era a Mensagem de Deus para eles? Qual era o escape oferecido por Deus, para que os tais não viessem a dizer que Deus estava sendo injusto quanto a castigarem eles com o Dilúvio?

Vemos que a Arca que Deus ordenou que fosse construída era uma forma de Deus anunciar o Juízo através de um perigo iminente pelo Diluvio o qual destruiria a todos, senão houvesse arrependimento dos tais. Mas os tais rejeitaram esse escape, e somente os da família de Noé.

Assim, são os nossos dias atuais em comparação com os dias de Noé. Os homens estão cada vez mais distantes de Deus, abandonando os caminhos de justiça, estão desinteressados quanto á vontade de Deus e automaticamente desprezando a mensagem de Deus o seu Evangelho – as boas novas ao homem pecador e rejeitando o escape de Deus dado ao homem como meio de graça.

A menos que o pecador creia na Palavra de Deus e busque refúgio na arca. Será inútil a pretensão do esforço próprio, tentando alcançar as mais elevadas montanhas para se salvar.

Os dias de Noé foram dias de graça, assim como nossos dias.

Contudo, serem os dias de Noé dias de pecado, os dias de Noé também foram dias de Graça. Em Gênesis 6. V8 – nos é dito: “(...) Noé achou Graça (favor imerecido) diante do Senhor”. É interessante observamos a ação da providencia de Deus, pois mesmo diante de uma situação de pecado atuando na sociedade humana daqueles dias, a ponto de Deus trazer um Juízo tão extremo de destruir o Mundo daqueles dias através do Dilúvio, vemos a manifestação da Graça de Deus. “Onde abundou o pecado superabundou a Graça de Deus”. Mesmo em tamanha multiplicação de pecado, Deus vem através da Arca trazer um escape ao homem pecador, e assim vemos que Noé e sua casa alcançaram de Deus essa graça.

Por isso, vemos a ação provedora do amor de Deus provendo escape à casa de Noé. Em Gênesis 6. V18 Deus diz a Noé – “Contigo (Noé), porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos”. Aqui vemos Deus salvando os seus. Será inútil ao homem o esforço próprio, tentando alcançar salvação do Juízo divino, assim somente pela Graça o homem poderá se salvar.

Assim, são os nossos dias atuais em comparação com os dias de Noé. Os homens estão cada vez mais distantes da glória de Deus por causa do pecado, (Romanos 3:23). Mas a Graça de Deus está operando em meio a todos os males, e ainda é possível ao homem seguir os caminhos de Deus. O amor de Deus está provendo novamente o escape à humanidade de nossos dias como proveu nos dias de Noé. Hoje já não é através da “Arca” construída por Noé, mas sim através da “Cruz” de Nosso Senhor Jesus, pois, ao morrer na cruz ele se tornou salvação a todos os que creem. Por isso, tome posse desta benção. Volte para Deus.

Vemos aqui uma ação da Providencia do amor de Deus ao Homem. Deus trazendo uma palavra de Juízo ao povo através do Diluvio, mas ao mesmo tempo trazendo uma mensagem de Salvação ao povo através da Arca, assim como nos nossos dias Deus traz Juízo como condenação, mas Salvação através da Cruz para os que creem, nos dias atuais.

Portanto, aprendemos com o nosso Senhor através deste texto, que como nos dias de Noé assim também são os nossos dias:

  • Dias de pecado, os homens são mais amantes de si mesmo do que de Deus;
  • Assim, o juízo de Deus contra os tais não será injusto;
  • Contudo, há uma mensagem de Salvação ao povo, como a “ARCA” nos dias de Noé, assim também “A MENSAGEM DA CRUZ” para os que creem em nossos dias.

Mas qual é o propósito maior de Jesus ao ensinar através desta narrativa? O que Ele deseja de nós nos dias atuais? Lembrando que o seu atraso em cumprir a sua Palavra é “para que nenhum venha perecer, mas que todos venham a se salvar”, (2 Pedro 3: 9). O seu propósito é que venhamos “(...) também ficar apercebidos; porque à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá”, (Mateus 24: 32,44). Portanto, estarmos em vigilância!

QUATRO OLHOS

“Um pequeno peixe de água doce sul americano é chamado ‘Quatro-Olhos’ porque sabe tirar partido dos dois mundos. O Criador desenhou os seus grandes olhos com umas lentes de ar na parte de cima e umas lentes de água na parte inferior. Ao mover-se sobre a superfície da água é capaz de olhar para o mundo acima da superfície e o mundo por baixo da água. Num certo sentido os crentes em Cristo devem ser como este pequeno peixe. Ao atravessarmos a vida, precisamos olhar para cima, para o céu, e também para baixo, para o mundo que nos rodeia, cuidando para não enroscar nalgum tropeço”.

Soli Deo Glori

Por Márcio Gonçalves.

#Compartilhar