A Vida Cristã é Uma Guerra Espiritual

batalha-espiritualTEXTO BÁSICO: EFÉSIOS 6: 10 – 20.

INTRODUÇÃO:

À primeira vista, o pensamento de guerra é inadequado nesta epístola. Até agora o apóstolo falou sobre coisas que eliminam divergências e produzem unidade e paz. A benção do Evangelho, que ele o Evangelho acaba com a hostilidade entre os homens e os une numa comunidade de paz (2.14 – 22).

Cristo é quem trouxe a paz por meio da cruz. Se analisarmos Efésios 5:22 – 6:9, o principal objetivo do apóstolo é dar fim à rivalidade e promover o desenvolvimento cristãos nas relações domésticas dentro da comunidade cristã primitiva.

Não obstante, esta repentina mudança do “cenário pacífico” da comunidade cristã para o “campo de batalha”, onde forças do mal são descritas como sendo um ataque violento das forças do mal contra os cristãos, não é sem justificativa. Esta mudança súbita de cena tem sua explicação. O apóstolo está lidando “com o invisível tanto com o visível”. As forças que ameaçam os cristãos ao prosseguirem pelo caminho da vida originam – se não só do contexto humano, mas também das hostes sobrenaturais da maldade. Os cristãos pertencem a um mundo espiritual e também a um mundo natural, tornado comum serem atacados por forças espiritualmente más. As instruções do apóstolo têm o propósito de garantir ao cristão vitória na batalha.

I. O INIMIGO DO CRISTAO (6:12 – 13)

O inimigo a ser derrotado é o diabo e todos os seus exércitos de forças demoníacas do universo. Paulo deixa claro que a guerra cristã não é empreendida contra forças humanas, porque ele diz que não temos que lutar contra carne e sangue (12). Há vários postos na hierarquia dos exércitos de Satanás, mas é quase impossível distingui – los. Basta dizer que, pouco importando quão estável seja a vida dos filhos de Deus, nós os filhos de Deus não estamos livres dos ataques sutis de Satanás por agências da estrutura do poder maligno. Sim nossa luta é contra organizações e poderes espirituais. Nós enfrentamos o poder invisível que controla este mundo tenebroso, agentes espirituais do próprio quartel – general do mal ( Efésios 2:2b).

Em apocalipse 20:2, a Bíblia nos revela o diabo como o dragão, representando através deste símbolo certas características: pés de leão – representando a sua força; asas de águia – representando a sua agilidade; e cauda de serpente – a sua sagacidade, ou seja, a sua astúcia.

Em 1PEDRO 5:8, a Bíblia nos revela o diabo como leão que ruge buscando a quem possa devorar.

Inclusas nas ciladas do diabo estão todas as múltiplas tentações à incredulidade, ao pecado, frieza espiritual e à conformidade com o mundo que se opõe ao crente. As astutas ciladas do diabo, ou seja, as maquinações ou estratagemas têm a intenção de transmitir a idéia de planos enganosos, armadilhas. Os ataques que o cristão sofre são mais que de origem mental, pois o próprio Paulo tivera extensa experiência com as obras do diabo, levando – o a afirmar: “Não ignoramos os seus ardis” (2Co 2.11; cf. 1 Co 7.5; 2 Co 11.3,14; 1 Ts 2.18).

II. A FONTE DA NOSSA FORÇA (6:10 – 13)

Em Colossences 2.15 – a Bíblia nos diz; que Jesus despojou (tirou o poder) dos principados e potestades os expôs publicamente e deles triunfou (venceu). Damos graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo (1 Co 15:57). Por isso Paulo nos diz; no demais, ou seja, daqui em diante; fortalecei – vos no Senhor e na força do seu poder (v.10).

Porque a nossa fonte de força esta em Deus. Devemos crescer nesse poder. Em Efésios 1; 19, Paulo ora para que os crentes sejam tão iluminados que entendam a sobreexcelente grandeza do seu poder, e percebam a operação da força do seu poder pela fé. Em Efésios 3;16, Paulo ora para que eles sejam fortalecidos com poder pelo Espírito. Nesse ponto, Paulo lida com uma experiência mais profunda do Espírito Santo. Ou seja, a ênfase não esta na aquisição de novo poder, mas no uso da força que os cristãos agora possuem pela união com Cristo. No conflito com os poderes demoníacos, os cristãos têm de utilizar, de forma imediata e contínua, o poder de Cristo para terem vitória. O que se aplica para o cristão individualmente também se aplica para a igreja coletivamente, quando esta procura deter a ação do mal no mundo. Jesus Cristo nos disse; e as portas do inferno não prevaleceram contra a minha igreja (Mateus 16.18b).

III. A ARMADURA DE DEUS (6: 14 – 17)

Mantendo – se “fortes no Senhor”, ou seja, equipando – se com a armadura de Deus, os cristãos vencem prosperamente as lutas contra as forças das trevas. Esta é a certeza de Paulo. O que Paulo realmente esta querendo nos ensinar é que devemos nos revestir do novo homem (Cf. Efésios 4:17-24). Pois somente aquele que é nascido de novo, do Espírito Santo, pode resistir e ficar firmes contra as astutas ciladas do diabo.

* A PRIMEIRA PARTE DA ARMADURA, A PARTE DEFENSIVA, (6:13 – 14).

Se observarmos em Efésios 6:13 – Paulo está nos ensinando sobre a moral do crente. Uma vida virtuosa, cheia do Espírito Santo e resultando assim no fruto do Espírito. Praticando a palavra, fundamentando assim a nossa vida no testemunho da verdade e justiça, ou seja, a santidade sem a qual ninguém verá a Deus (Hb. 12:3). Sendo assim como um “homem prudente que escuta as palavras (o Evangelho) e as pratica, edificando a sua casa sobre a rocha” (Cf. Mt. 7:24-28).

* A SEGUNDA PARTE DA ARMADURA, A PARTE OFENSIVA, (6:15 – 17).

Agora se observarmos em Efésios 6:15,”calçados o pés na preparação do evangelho da paz”, têm a finalidade de dizer que Deus nos deu a motivação, o poder para seguir pregando o evangelho, proclamando a verdadeira paz que está disponível em Deus, e somente nele. Essas são as novas que todos precisam ouvir. Ou seja, a espada do Espírito que é a palavra de Deus deve ser pregada, anunciada, no poder do Espírito Santo.

* A TERCEIRA PARTE DA ARMADURA, A ORAÇAO POR TODOS OS SANTOS, (6: 18 – 20).

O apóstolo está nos dizendo que toda a armadura deve ser colocada através da oração. O soldado cristão só consegue se manter fiel, sendo bem sucedido na resistência aos inimigos espirituais, somente quando permanece em espírito de oração, sempre pronto a pôr suas necessidades diante do Senhor.

Devemos orar sempre, ou seja, em todo o tempo (6:18), orar no Espírito (6:18), e orar com toda a perseverança e suplica por todos os santos (6:18) e orar por aqueles que fazem a frente de batalha, os nossos pastores e lideres (6:19-20).

Estas são as armas que Deus nos concede para que possamos enfrentar estas oposições demoníacas e depois de tudo ficar firmes: testemunho de uma vida santa; o testemunho da

pregação da palavra o Evangelho; e o testemunho de uma vida de oração por nós e por toda a igreja.

CONCLUSÃO:

A idéia central do texto é nos revelar e ensinar que estamos em guerra. Estamos participando de uma batalha espiritual. Todos os crentes se encontram sujeitos aos ataques do inimigo. Por isso devemos usar toda completude da armadura divina para assim resistirmos a esses ataques e permanecermos firmes em Deus de pé, inabálaveis.

Por Márcio Gonçalves

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